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Relatório do exército “Strategic shock” diz que tropas podem ser necessárias para conter revolta civil nos EUA

January 3rd 2009 in Crise Econômica Mundial - Matérias

Tradução: Otávio Fernandes

Possível resistência local poderia requerer intervenção militar para rapidamente determinar os parâmetros definindo a legitimação do uso de forças militares dentro dos EUA.

Um recente relatório produzido pelo instituto estratégico do colégio de guerra dos EUA alerta que o país poderia experimentar uma onda de prisões de civis como resultado de uma série de crises que seria conhecida como “choque estratégico.

O relatório intitulado Conhecendo o desconhecido: Choques estratégicos inconvencioinais em defesa de uma estratégia de desenvolvimento, também sugere que os militares poderiam ser utilizados para conter desordens domésticas.

“Violência civil generalizada em todos os cantos dos EUA poderia forçar a defesa da classe dirigente a reorientar as atividades ao extremo para defender a segurança humana e a ordem básica local” diz o relatório autorizado pelo LT Col. Nathan.

“Emprego deliberado de armas de destruição em massa ou outras capacidades catastróficas, colapso econômico imprevisto, perda da política funcional e da ordem legal, resistências locais ou insurgências, calamidades na saúde pública, catástrofes naturais e desastres humanos são todos caminhos para um choque local”, continuou.

“O governo americano e o estabelecimento da defesa nos convenceriam a uma aceitação de que através de uma ordem de segurança local, em longo prazo seriamos forçado a rapidamente a nos livrarmos de alguns dos maiores compromissos de segurança externa de maneira a deixarmos a nossa insegurança em casa..”

Já na predisposição de impor à primazia das autoridades civis em função a segurança local e da liberdade de todos. Porém, as maiores exigências em áreas como a ajuda civil e a conseqüência da direção, DOD poderia ser forçado por circunstancias a colocar seus amplos recursos a disposição de autoridades civis de maneira a conter a ameaça a tranqüilidade local.

Em piores circunstancias isto poderia incluir o uso de forças militares contra grupos rebeldes dentro dos EUA.

Freir é um alto membro do programa de segurança internacional no centro estratégico de estudos internacionais( CSIS). Ele se alistou ao “Think Tank” em abril de 2008, após ter se aposentado do exército norte americano depois de 20 anos como tenente e coronel. Em seu papel na CSIS, ele passou bastante tempo com importantes figuras globais incluindo Zbigniew Brzezinski, Henry Kissinger, Brent Scowcroft and Richard Armitage.

“ A atual administração se confronta com uma mudança de jogo no “ strategic shock “ dentro dos seus primeiros 8 meses no escritório, “ diz o relatório. A próxima administração seria bem aconselhada para esperar o mesmo durante o curso do seu primeiro termo. Também, as adversidades são muito grandes contra qualquer desafio que rotineiramente estão no topo da agência de defesa, desencadeando a próxima linha divisória dentro da DoD( departamento de defesa).

Nós recentemente temos ressaltado os planos para mobilização de um aumento considerável de tropas dos EUA dentro do país com propósito de “segurança doméstica” desde setembro de 2001, até a expansão da militarização dos northcom,, visando uma expansão da atividade militar do país em preparação para possíveis insurgências civis seguido de um total colapso econômico ou um ataque terrorista em massa.

“ O exército dos EUA espera contar com 20000 tropas uniformizadas dentro do seu território até 2011 treinadas para ajudar oficiais locais e do estado a responder a um ataque terrorista nuclear ou outra catástrofe doméstica, de acordo com oficiais do pentágono”, como relatou o Washington Post mês passado.

“ No artigo de 8 de setembro da Army Times, Northcom anunciou que a primeira onda de mobilização de tropas foi feita em 1 de outubro, na base da força aérea no Colorado que teria como prioridade o controle de revoltas civis e da população.“

Após a polêmica envolvendo o artigo, a Northcom se retratou da afirmação, mas admitiu que tanto armamentos letais quanto não letais normalmente usados contra revoltas da população e situações de desordem poderiam ser usados no campo.

A crescente militarização da America faz parte de uma antiga agenda para abolir as regras da constituição e estabelecer uma forma de governo militar, seguido por uma larga escala de ataque terrorista ou desastres similares, como fala Tommy Franks, o primeiro comandante do “military’s central Command .

Franks resumiu o cenário pelo qual a lei Marcial poderá ser colocada em prática dizendo, “Poderia ocorrer a necessidade do uso de armas de destruição em massa, massiva, através da produção casual de um evento em algum lugar do mundo ocidental- possivelmente os EUA- de uma forma na qual nossa população questionaria nossa própria constituição e o começo da militarização do nosso país, de maneira a evitar a repetição de outro caos, que de fato destruiria as estruturas da nossa constituição. Dois passos, muito, muito importantes.

Em suma, a utilização de tropas nacionais seria um meio de combate a revoltas civis que viria como resultado de um completo caos econômico seguido por um intenso período de hiper inflação.

Esse alerta foi, mas uma vez repetido alguns dias atrás em um comunicado interno do Citibank que foi vazado.

“O mundo não voltará ao normal depois da magnitude do que foi feito. Quando a poeira se estabilizar, ela irá trabalhar, e todo o dinheiro que foi investido irá nos conduzir para um choque inflacionário”, escreveu Tom Fitzpatrick, chefe de técnicas estratégicas do Citybank.

Esse alerta foi, mas uma vez repetido alguns dias atrás em um comunicado interno do Citibank que foi vazado.

Naturalmente, a afirmação de que a disposição de tropas seria somente para nos prevenir de um desastre é uma forma de encobrir e nos distrair da verdadeira meta. No caso de uma real tragédia ocorrer, voluntários e organizações de ajuda civil são altamente capazes de lidar com tais eventos, como já testemunhamos em 11/9.

Os militares são primariamente treinados para matar pessoas e quebrar as coisas, e seus papéis em ajuda as vítimas do furacão Katrina foram de impedir as pessoas de irem á estádios esportivos, alegando que saqueadores estavam confiscando armas em casas de luxo nas áreas secas e altas das cidades, enquanto medidas reais de recuperação estavam sendo feitas por voluntários e autoridades locais.

A admissão de maneira aberta que as tropas americanas estariam envolvidas em operações forçadas de cumprimento de lei e a possibilidade do uso de armas não letais contra cidadãos americanos é uma completa violação ao “Posse Comitatus Act and the Insurrection Act”, que limita os poderes do governo federal no uso de tropas para o cumprimento de leis, a não ser em ocasiões extremas.

Seção 1385 da Posse Comitatus Act afirma, “ qualquer membro, exceto em casos de extremas circunstâncias expressamente autorizados pela constituição ou ato do congresso, o uso não autorizado de qualquer parte do exército ou da força aérea como posse deverá ser punido com pagamento de fiança ou receber um mandato de prisão por não mais que 2 anos, ou então ambos.”

“Por meio de John Warner, um ato de autorização de defesa foi assinado pelo presidente Bush em 17 de outubro de 2006, a lei foi alterada, “ O presidente poderá disponibilizar tropas militares para restaurar a ordem pública em qualquer estado dos EUA limitando assim a execução de leis tirando dessa forma o direito, a imunidade, privilégio, ou proteção assegurados na constituição e assegurado por lei ou se opondo ou obstruindo a execução das leis americanas ou impedindo o cumprimento da justiça através dessas leis”.

Entretanto, essas mudanças não foram aceitas em sua totalidade pelo National Defense HR 4986: National Defense Authorization Act for Fiscal Year 2008, retomando a declaração original do ato de insurreição de 1807. Apesar da negação, o presidente Bush atacou a sentença dizendo não estar de acordo com o conteúdo. Porém, não se sabe ainda se o presidente eleito Obama irá se opor a declaração assinada de Bush.

O texto original do ato de insurreição limita severamente o pode do presidente. Para disponibilizar tropas dentro do território Americano.

Para que as tropas sejam disponibilizadas, a condição seria que ocorresse uma limitação na execução das leis dos estados americanos e dos EUA dentro desses estados, na qual pessoas de todas as classes sociais teriam restringidos seus direitos, privilégios, imunidade ou nome protegido na constituição e assegurado por lei, e as autoridades constitucionais dos estados são incapazes e se recusam a dar essa proteção; ou oposição ou obstrução a execução da lei dos EUA, ou impedir o curso da justiça sobre essas leis. Em qualquer situação coberta pela clausula (1),ao estado será negado a igual proteção das leis assegurada pela constituição.

Estaria a administração do presidente eleito e a Northcom esperando por tal cenário para pôr o plano em prática, um evento que derrotaria as autoridades dos estados, antes de colocar as tropas nas ruas contra o povo norte americano.

“Um grande número de tratados e acordos serão testados severamente. Sob essas condições e na sua extrema violência, autoridades civis em defesa da estabilidade precisariam definir rapidamente os parâmetros para legitimação do uso de forças militares dentro do território dos EUA… Mais, o completo conceito de terminação do conflito e a transição para a prioridade na segurança de instituições civis poderia estar indo para um terreno desconhecido. DoD já é desafiado por uma estabilização externa”, imagine os desafios assossiados de fazer isso em uma larga escala em casa.” relata Freir’s.

O uso de tropas da guarda nacional para ajudar no cumprimento da lei ou em casos de grandes desastres é legal, porém o uso de tropas para o cumprimento de leis dentro dos EUA em condições descritas no Insurrection Act é completamente ilegal.

Políticos de direita e esquerda precisam reunir forças para denunciarem esse plano pelo que ele representa- outro passo inconstitucional para a implementação da lei marcial e a militarização da América.

fonte: Prison Planet


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