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Chip Implantável Começa a Ser Vendido nos EUA

O VeriChip, um chip de identidade implantado no corpo do usuário, foi liberado para venda nos Estados Unidos. Por Julia Scheeres.

O VeriChip carrega consigo o número de identificação do usuário. Seu tamanho real é o mesmo de um grão de arroz (12 mm x 2,1 mm). Utilizando um scanner externo, energia de rádio-freqüência passa através da pele e sensibiliza o chip, que, então, emite um sinal contendo o número do usuário na central de dados.

O fabricante de um chip de identificação destinado a ser implantado em seres humanos lança nos Estados Unidos uma campanha publicitária para promover o dispositivo, oferecendo descontos de US$ 50 para as 100 mil primeiras pessoas que se inscreverem para receber o implante.

O VeriChip, que tem o tamanho de um grão de arroz e é produzido pela Appied Digital Solutions (ADS), custa US$ 200. Os clientes precisam também pagar pelo procedimento de implantação, que deve ser feito por um médico, e uma taxa mensal de US$ 10 pela manutenção de um banco de dados, diz o porta-voz da ADS, Michael Cossolotto.

O VeriChip emite um sinal de rádio na freqüência de 125 kilohertz contendo um número de série único que pode ser lido por um scanner. O número é usado para acessar um banco de dados contendo informações do cliente. Cada usuário preenche um formulário contendo os detalhes que querem ter relacionados no banco de dados ao passar pelo procedimento, diz Cossolotto.

No começo da semana, a ADS anunciou a decisão da FDA (órgão do governo americano que controla alimentos e remédios) de que o VeriChip não é um dispositivo controlado pela agência quando for usado para “finalidades de segurança, finanças e identificação pessoal”.

A súbita aprovação do VeriChip veio apesar das preocupações de um dos investigadores da FDA em torno de possíveis riscos à saúde humana. Em animais, estes microchips de identificação são usados há anos.

A companhia tenta vender seu produto para uma série de aplicações de segurança, entre elas:

- Controlar o acesso a estruturas físicas, como escritórios governamentais, usinas nucleares ou empresas privadas. Em vez de passar um cartão magnético pela leitora, os funcionários passariam o próprio braço por um scanner especial, tendo sua identidade confirmada.

- Reduzir as fraudes financeiras. Neste cenário, as pessoas poderiam usar seu implante para tirar dinheiro no caixa eletrônico. Suas contas não poderiam ser acessadas a menos que estivessem fisicamente presentes.

- Reduzir o roubo de identidade. As pessoas poderiam usar o chip no lugar das senhas de acesso na Internet.

Cossolotto disse que a ADS já recebeu “centenas” de encomendas.

Enquanto isso, os defensores do direito à privacidade discutem o perigo de implantes forçados. “Chips de identidade são uma espécie de rédea eletrônica, uma forma digital de exercer controle sobre as pessoas”, disse Marc Rotenberg, da organização pró-privacidade EPIC. “O que acontece se as empresas começarem a exigir o direito de implantar estes chips em seus funcionários como uma cláusula contratual? Além disso, implantes como estes podem facilmente ser colocados em condenados em liberdade condicional”.

Rotenberg disse que a EPIC solicitou ao governo americano que divulgasse maiores detalhes sobre a aprovação do dispositivo.

O VeriChip também deixa alarmados os integrantes de algumas seitas cristãs, que temem que ele seja a “Marca da Besta” descrita na Bíblia. Dezenas de sites fazem alusão às implicações satânicas dessa nova tecnologia.

A companhia vem tentando dissipar estes medos desde que o VeriChip foi lançado em dezembro de 2001. “É um dispositivo de uso voluntário que acreditamos ter enorme utilidade”, disse Cossolotto. “Queremos que seja usado para o bem”.

A companhia ainda não decidiu se os scanners necessários para a leitura do chip, que custam cerca de US$ 1,5 mil, serão vendidos ou distribuídos gratuitamente. A ADS disse que sete empresas da área de saúde, localizadas nos estados do Arizona, Texas Flórida e Virgínia, já se inscreveram para distribuir o chip. O fabricante também mobilizou um ônibus como unidade móvel para promover o produto. Os interessados em receber o implante podem se inscrever no site.

A ADS pretende lançar um chip implantável com recursos de GPS ainda esse ano.

O ChipMobile é uma unidade móvel totalmente equipada, desenhada para promover e implantar o VeriChip.

Fonte: http://busca.terra.com.br/wired/negocios/02/10/25/neg_2.html?wf=terrabr

 

 
Estudantes ingleses podem ganhar chip no uniforme

Quarta, 22 de agosto de 2007

Os uniformes escolares no Reino Unido podem ganhar um chip que possibilita aos pais e professores acessarem informações a respeito dos estudantes. Segundo o jornal italiano La Repubblica, os trajes, desenvolvidos por uma empresa especializada, utilizam um satélite para fornecer dados como a localização e registros escolares.

 

O “uniforme tecnológico”, como está sendo chamada a roupa, foi aprovado por 59% dos 800 pais consultados pela empresa La Trutex, a inventora da idéia. O produto fornece, entre outras informações, a localização do usuário, o que é um atrativo a pais que temem que seus filhos sejam vítimas de seqüestro ou estejam envolvidos em brigas de rua.

No entanto, o uso desses uniformes pelas instituições de ensino deve gerar um novo debate sobre liberdades individuais no Reino Unido. Principalmente porque a empresa tem enfatizado que não só os pais teriam acesso às informações, mas também as autoridades escolares. Recentemente, o país discutiu a decisão de uma escola que coletou as impressões digitais dos alunos para o acesso à biblioteca.

 

 

 
Pit bulls recebem chip de identificação em MG

Terça, 11 de setembro de 2007,

A Prefeitura de Belo Horizonte começou a implantar, nesta terça-feira, em todos os cães da raça pit bull, um microchip que irá identificar o animal nos computadores do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da capital mineira. A prefeitura disponibilizou, inicialmente, seis mil chips e fará a implantação gratuitamente.

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Mais de 2,2 mil pit bulls já foram cadastrados no CCZ. Um aparelho de leitura, ao entrar em contato com a pele do animal, identifica o chip, que tem o tamanho de um grão de arroz, e busca todas as informações já cadastradas sobre o cão. “Assim identificamos os donos dos pit bulls que foram abandonados ou perdidos”, explicou o secretário municipal de Saúde, Helvécio Miranda Magalhães Júnior.

Uma carteira de identificação do animal é entregue ao dono do cão na hora da implantação do chip. “A partir de hoje, todos os pit bulls que caminharem pelas ruas da cidade deverão estar acompanhados dos donos, com focinheira e coleira, além de estarem com o novo chip e a carteira de identificação. Os donos que não cumprirem as regras pagarão uma multa de no mínimo R$ 500″, explicou Miranda. “As pessoas devem se preocupar com isso, é o que chamamos de posse responsável”.

Os donos que já deixaram que fossem implantados os chips em seus cães aprovaram a medida. “Minha cachorra é mansa e costuma até brincar com as crianças em casa. Mesmo assim estou cumprindo o meu dever”, comentou Sandra Damasceno Gomes, 45 anos, dona de Kamaia, a primeira cadela a receber o chip. Já Gilson Gonçalves, 50 anos, disse que a sua cadela, Quintana, “é brava, mas nunca avançou em ninguém”. “Achei a medida boa porque vai controlar os cães”, afirmou.

“O problema é que o cachorro pode até ser manso, mas por instinto vai se defender e sua força é maior do que de todas as outras raças”, disse Kólia Paorice, veterinário do CCZ, ao explicar porque o foco inicial são os pit bulls.

A medida responde à lei estadual conhecida como Lei do Pit bull. Promulgada em 2006, ela estabeleceu normas para a criação de cães de grande porte, como o pit bull, o dobermann e o rottweiler, e proibiu a procriação e a entrada de pit bulls no Estado. “Entre outras coisas, a lei falou em identificação do animal. Em Belo Horizonte, essa identificação agora é feita através do chip, do cadastro e da carteira do cão”, disse o secretário de Saúde da cidade. Após a implantação nos pit bulls, os chips também serão instalados nas outras raças citadas na lei.

Ataques
No pronto-socorro do Hospital João XXIII, referência no atendimento a vítimas de ataques de cães, de janeiro a agosto desse ano foram registrados 846 atendimentos de vítimas de agressão por cães. Apenas no último mês, 103 casos foram registrados no HPS.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, nos últimos quatro anos foram registrados mais de 1,3 mil ataques de cães violentos, somente em Belo Horizonte. O número de pit bulls abandonados na capital mineira também é alto. No mês passado, 50 cães da mesma raça foram abandonados pelos donos e capturados pelo Centro de Controle de Zoonoses.