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Cientista implanta chip no próprio corpo e prevê mudanças na educação – Texto e Vídeo de reportagem do Fantástico – Rede Globo

Fonte O Globo
12.08.2007
A nova realidade da cyberciência


Quanto tempo falta para que o homem consiga comandar a casa num estalar de dedos? Não falta tanto tempo assim. Um cientista inglês, por exemplo, implantou chips no corpo para mostrar como o homem pode interagir com máquinas. Ele anuncia que, no futuro, crianças com chips implantados no cérebro vão aprender, em segundos, o que levariam anos estudando na escola.
Que cientista seria capaz de mutilar o próprio corpo em nome de uma experiência científica? Eis o voluntário: Kevin Warwick, pai de dois filhos, pesquisador-chefe do Instituto de Robótica da Universidade de Reading, na Inglaterra.


Na sala 188 da universidade, ele tenta antecipar como será o futuro da humanidade. O cientista enfrentou cirurgias para implantar chips no próprio corpo. Imagens documentam o momento em que os médicos completaram o implante, no braço esquerdo do cientista.


Com o chip dentro do corpo, ele poderia interagir com computadores e acionar máquinas. O chip é uma peça minúscula, feita à base de silício. Funciona como uma espécie de órgão do corpo humano.
Kevin Warwick se declara o primeiro cybercientista da história. Ao enfrentar a experiência, o cientista diz que quer antecipar um futuro fascinante. A Terra, diz ele, será um planeta povoado por seres humanos que estarão fisicamente conectados a máquinas e computadores.

 

Geneton Moraes Neto: O senhor diria que um dia os chips serão parte de nosso corpo?

Kevin Warwick: As vantagens do implante de chips no nosso corpo são tão grandes que não vejo como evitá-lo. Quem não quiser ter chips implantados será considerado uma subespécie.
A primeira experiência com o chip deu certo. Com um simples gesto do braço em que o chip foi implantado, o cientista acende e apaga luzes sem sair do lugar.


Kevin Warwick: Depois do primeiro implante feito no meu braço passei a ser reconhecido pelo edifício. Portas se abriam, luzes se acendiam quando eu passava. O implante que fiz no braço pode ser usado como identificação. Quem estiver com o chip implantado poderá ter o acesso liberado em prédios de segurança máxima. Há outro chip que pode ser implantado em criminosos como pedófilos, por exemplo. Toda vez que ele se aproximar de um local como um shopping, as portas se fecharão. É um uso possível.
O cientista aciona uma mão mecânica.


Kevin Warwick: Sinais emitidos pelo sistema nervoso central fazem com que o computador movimente a mão-robô. Eis um exemplo de como homem e máquina podem se transformar em um corpo só. A grande vantagem é que a mão-robô não precisa necessariamente estar colada ao corpo. Conectado a um computador através de um chip implantado no corpo, o sistema nervoso pode movimentar a mão à distância, via internet. Você pode estar no Brasil e a mão-robô na Grã-Bretanha…
O cientista não esconde a alegria ao movimentar uma cadeira de rodas com o chip implantado no braço. Ele anuncia: quer ser o primeiro humano a ter um chip implantado no cérebro, uma experiência radical.

 

Geneton Moraes Neto: O senhor vai usar seu corpo para futuras experiências científicas?

Kevin Warwick: Ter um implante no cérebro é o meu próximo passo. Quero ser o primeiro a experimentar. Isso pode ser perigoso, mas sei que é tecnicamente possível.
O primeiro cybercientista diz que a implantação de chips no cérebro criará uma revolução na educação: as crianças aprenderão de outra maneira.


Geneton Moraes Neto: Será possível transferir o conhecimento de um computador para o cérebro de uma criança um dia?


Kevin Warwick: As crianças serão educadas não nas escolas, como hoje, mas através de chips que serão implantados no cérebro. A educação estará em um software. A criança não precisará estudar matemática, fatos e números. Bastará apertar um botão. O estudante aprenderá tudo automaticamente.
O que vai acontecer nos próximos anos?
Como as máquinas estão se tornando mais e mais inteligentes, um dia elas poderão governar o mundo, a não ser que nós humanos nos aperfeiçoemos e nos tornemos parte das máquinas. Ou seja: teremos de ligar nossos cérebros diretamente ao cérebro das máquinas.
O primeiro cyber-cientista chama a atenção para uma nova realidade: o homem já criou uma super-máquina, onipresente em todo o planeta.


Kevin Warwick: É a internet. Não se pode desligá-la. Tecnicamente é possível, mas na prática não é. Já existe, portanto, algo que não podemos desligar. Nenhum governo, nenhuma organização militar pode controlá-la.

 

Que tipo de conselho o senhor daria a uma criança ou a um jovem que sonha hoje em ser um cientista?
Se você olhar para o mundo tal como ele era há cem, duzentos anos, verá as mudanças incríveis: jatos, telefones, televisão, rádio, coisas que não existiam mudaram o mundo completamente. Se você é uma criança no Brasil querendo saber como o futuro será, deixe a imaginação voar. Tudo é possível. Se seus professores disserem: ‘Ah, essas coisas não vão acontecer’, eles não sabem o que estão dizendo. Vocês, crianças, é que farão o futuro acontecer. Vá e faça! Torne possível! Você, uma criança, no Brasil, pode mudar o mundo!

Cientista implanta chip no próprio corpo e prevê mudanças na educação 12.08.2007 – Com chips no cérebro, crianças aprenderão tudo via software, diz ele. Experiência deve ser a próxima ousadia do ‘cyber-cientista’.

Que cientista seria capaz de mutilar o próprio corpo em nome de uma experiência científica? Eis o voluntário: Kevin Warwick, pai de dois filhos, pesquisador-chefe do Instituto de Robótica da Universidade de Reading, na Inglaterra. O cientista enfrentou cirurgias para implantar chips em seu braço esquerdo. Com o chip no corpo, ele poderia interagir com computadores e acionar máquinas.

O chip é uma peça minúscula, feita à base de silício. Funciona como uma espécie de órgão do corpo humano. Kevin Warwick se declara o primeiro cyber-cientista da história. Ao enfrentar a experiência, o cientista diz que quer antecipar um futuro fascinante. A Terra, diz ele, será um planeta povoado por seres humanos que estarão fisicamente conectados a máquinas e computadores.

“As vantagens do implante de chips no nosso corpo são tão grandes que não vejo como evitá-lo. Quem não quiser ter chips implantados será considerado uma subespécie”, afirma o cientista.

A primeira experiência com o chip deu certo. Com um simples gesto do braço em que o chip foi implantado, o cientista acende e apaga luzes sem sair do lugar.

“Depois do primeiro implante feito no meu braço passei a ser reconhecido pelo edifício. Portas se abriam, luzes se acendiam quando eu passava. O implante que fiz no braço pode ser usado como identificação. Quem estiver com o chip implantado poderá ter o acesso liberado em prédios de segurança máxima. Há outro chip que pode ser implantado em criminosos como pedófilos, por exemplo. Toda vez que ele se aproximar de um local como um shopping, as portas se fecharão. É um uso possível”, explica Warwick.

“Sinais emitidos pelo sistema nervoso central fazem com que o computador movimente a mão-robô”, explica o cientista acionando uma mão mecânica. “A grande vantagem é que a mão-robô não precisa necessariamente estar colada ao corpo. Conectado a um computador através de um chip implantado no corpo, o sistema nervoso pode movimentar a mão à distância, via internet. Você pode estar no Brasil e a mão-robô na Grã-Bretanha.”

O cientista não esconde a alegria ao movimentar uma cadeira de rodas com o chip implantado no braço. Ele anuncia: quer ser o primeiro humano a ter um chip implantado no cérebro, uma experiência radical. “Isso pode ser perigoso, mas sei que é tecnicamente possível.” O primeiro cyber-cientista diz que a implantação de chips no cérebro criará uma revolução na educação: as crianças aprenderão de outra maneira. “As crianças serão educadas não nas escolas, como hoje, mas através de chips que serão implantados no cérebro. A educação estará em um software, bastará apertar um botão.”

Clique aqui para ver o vídeo do Fantástico – Rede Globo

 
Ásia: Projeto prevê implantar chips em portadores de HIV

24 de novembro de 2008

Deputados da província indonésia de Papúa decidem se irão apoiar um projeto polêmico que exige que pacientes afetados pelo vírus da aids coloquem um microchip para tentar prevenir a contaminação de outras pessoas. Nesta segunda, ativistas e funcionários da saúde criticaram o projeto.
O parlamentar John Manangsang afirmou que, ao implantar os chips sob a pele de doentes “sexualmente agressivos” as autoridades teriam mais facilidade para localizar e punir aqueles que, deliberadamente, infectarem outras pessoas com penas de até seis meses de prisão ou multa de US$ 5 mil.

Embora alguns detalhes ainda precisem ser revistos, o projeto teve apoio parlamentar e, se receber a aprovação da maioria, como é esperado, pode entrar em vigor no próximo mês.

A Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo e possui as mais altas taxas de crescimento no número de portadores de HIV da Ásia, que pode chegar a 290 mil pessoas.

Ativistas como Tahi Ganyang Butarbutar criticam o projeto. “Pessoas com aids não são animais, temos que respeitar os seus direitos”, disse. Segundo ele, a melhor forma de combater a epidemia é aumentando as despesas com educação sexual e o uso de preservativos.

fonte: Terra Notícias

 
Chip na chave do carro: controle de filhos ao volante
Tecnologia: Chip permitirá controlar filhos jovens ao volante
06.10.2008 – Os pais que se preocupam com o “pé pesado” de seus filhos jovens quando eles dirigem poderão contar com uma nova solução tecnológica a partir do próximo ano.
A Ford pretende usar em vários de seus modelos 2010, nos Estados Unidos, um chip implantado na chave do carro que limita a velocidade do veículo a cerca de 120 quilômetros por hora.
A chave também poderá ser programada para controlar o volume do sistema de áudio e emitir sons de alerta se o motorista não estiver usando o cinto de segurança.
O recurso, chamado de “MyKey”, virá incluído em um número ainda não especificado de modelos 2010 da Ford, a partir da metade de 2009. A idéia, segundo a AP, é que mais modelos incorporem o recurso com o tempo.
A velocidade máxima determinada pelo chip é maior do que o limite na maioria dos estados norte-americanos, para deixar uma margem em caso de alguma situação emergencial, segundo a Ford. Há uma opção, no entanto, de programar o sistema para soar um apito quando a velocidade exceder determinados limites.
Em uma pesquisa encomendada pela Ford sobre a aceitação do recurso, 75% dos pais disseram gostar da idéia de limitar a velocidade do carro quando os filhos dirigem, enquanto 67% dos jovens entrevistados foram contra.
Redação Terra