A família Jacobs: primeiros a receber o VeriChip


— Compilado de artigos pela Associated Press e Los Angeles Times

Com uma simples e indolor picada da agulha de uma seringa, os membros de uma família da Flórida foram as primeiras pessoas a receber o implante de um minúsculo chip de computador no qual estão armazenados seus dados médicos.

Jeff e Leslie Jacobs e seu filho de 14 anos, Derek, receberam o implante dos chips, do tamanho de um grão de arroz, num procedimento que durou um minuto, feito sob anestesia local.

O implante, chamado de VeriChip, foi criado pela Applied Digital Solutions Inc., com sede em Palm Beach. Os chips são similares aos implantados em animais de estimação, que permitem a sua identificação no caso de extravio.

Os chips da família Jacobs contêm apenas números de telefone e informações sobre tratamentos médicos passados.

O VeriChip dispensa o uso de baterias e os dados nele contidos são lidos por um escaneador que pode ser conectado à Internet e assim acessar uma base de dados médicos.

O chip tem sido objeto de debate sobre o seu possível uso como um dispositivo de um sistema “Big Brother” para rastrear pessoas ou invadir a privacidade de seus lares e locais de trabalho.

A família Jacobs rechaçou tais argumentos, dizendo que qualquer pessoa pode ser rastreada pela Internet e através de seus e-mails, cartões de crédito e telefones celulares.
Trata-se de uma possibilidade gravemente perturbadora para os defensores da privacidade, por mais voluntário que o processo aparente seja num primeiro momento.

“Quem decide quem deve receber o chip?” — perguntou Marc Rotenberg, diretor executivo do Centro de Informações e Privacidade Eletrônica. “Os pais vão decidir que seus filhos devem receber o implante, ou talvez os filhos vão achar que seus pais, já velhos, devam receber o chip. É a maneira mais fácil de controlar alguém. É como colocar uma trela num animal de estimação”.

A Applied Digital Solutions, que afirma ter uma lista de espera com 4 a 5 mil pessoas que querem um VeriChip, planeja operar um “chip-móvel” que visitará os centros de terceira idade da Flórida. Estima-se que dos 4 milhões de portadores do mal de Alzheimer, dez por cento estejam na Flórida.
 

Fonte:http://www.afamilia.org/

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