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28/03/2006 O crescente uso de microchips de identificação implantados no corpo humano, que servem tanto para o controle de funcionários como para ter acesso ao histórico médico de seus portadores tem gerado polêmica nos Estados Unidos. Várias associações de direitos civis protestaram contra o que consideram um passo adiante na invasão de privacidade dos trabalhadores, enquanto seus fabricantes insistem tratar-se de uma tecnologia avançada e de usos múltiplos. O presidente da empresa de vídeo-vigilância Citywatcher.com, de Cincinnati, nos EUA, Sean Darks, disse à EFE como ele mesmo e dois de seus funcionários, que se apresentaram como voluntários, receberam um chip de silício que tem o tamanho de um grão de arroz, é inserido dentro da pele e funciona como um cartão de acesso às áreas protegidas. A empresa calcula que aproximadamente 200 pessoas no mundo todo já têm esses chips implantados em seu corpo. Entretanto, essa tecnologia futurista, mais parecida com a literatura do escritor George Orwell, também provocou forte oposição. Entre os que protestam, está o grupo “Profissionais da tecnologia pela responsabilidade social”, uma ONG situada em Palo Alto, Califórnia, que ataca o que considera uma “péssima iniciativa”. Lisa Smith, integrante da ONG, disse que “só a idéia de ter algo implantado no corpo, que não se pode retirar, é uma invasão total de privacidade”. “Existem outras formas de identificação menos invasivas que também são adequadas, por mais voluntário que isto seja”, disse Smith. Esta ativista também fez uma reflexão sobre os caminhos opostos que a tecnologia toma. “Por um lado, as inovações permitem uma vulnerabilidade cada vez maior da privacidade, mas por outro, dão aos cidadãos mais ferramentas para poder defendê-la”. |
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Fonte:Pesquisa – Agência Efe |
TAGS: Microchip
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