Kissinger defende um novo sistema internacional como forma de combater a crise mundial
Tradução: Haroldo Burle
Ele diz que as necessidades globais, devem encorajar uma era de interesses compatíveis
Steve Watson
Infowars.net
Sexta Feira, 19 de dezembro de 2008
Uma das estrelas da organização Bilderberg, Henry Kissinger têm insistido
repetidamente na criação de uma nova ordem mundial política, e que a crise econômica mundial deve ser encarada como uma oportunidade para avançar em direção a um mundo sem fronteiras, onde os interesses nacionais seja compensados pelas necessidades globais.
Dando uma entrevista a Charlie Rose no início desta semana, Kissinger citou o caos que a crise financeira causará no mundo, bem como a propagação do terrorismo, como uma oportunidade para implantar a nova ordem mundial.
“Eu acho que quando a nova administração avaliar a situação em que se encontram as coisas, ela vai enfrentar crises e problemas terríveis, mas vejo que nesta situação, pode-se construir um sistema internacional de valor”, disse Kissinger referindo-se a transição entre as administrações Bush e Obama.
O ex-secretário de estado comparou a atual situação mundial com o período posterior à segunda guerra mundial, quando foram criadas organizações como a ONU e a OTAN.
“Se você olhar para o período do final da segunda guerra mundial entre 1945 e 1950, verá que de muitas maneiras foi um dos períodos mais criativos da política externa mundial, porém tudo começou com o caos e o medo da invasão russa na Europa e os governos que eram muitos fracos”, disse Kissinger.
“A nova administração também virá através de um estranho período como esse” e ele continua: “parece um período horrendo de crise em todo mundo, e nós pessoalmente estamos em uma severa crise financeira, mas no final das contas, a nossa posição no mundo ainda é de força, e países como Rússia, China, Índia e outros países, têm fortes razões para contribuir com um ambiente internacional tranqüilo, para não ter preocupações com seus assuntos internos”.
“Eles realmente não desejam, e têm boas razões para não desejar uma atmosfera de crise internacional”. “Então, paradoxalmente, este momento de crise é também um momento de grande oportunidade”, comentou Kissinger.
O entrevistador Charlie Rose, que foi previamente instruído por Kissinger para falar sobre a nova ordem mundial, reconheceu que o rumo da entrevista foi elaborada por Kissinger.
“Quando você fala sobre uma nova estrutura, eu não tenho certeza se você está se referindo a uma nova ordem mundial, é isto? É simplesmente uma nova ordem mundial definida por novos interesses ou novos interesses mútuos?” Rose perguntou.
“Esta certamente é a maneira como se deve começar. Eu tenho a visão de que se deva começar convencendo o mundo inteiro sobre a nova filosofia política. Eu não penso que possa ser feito em uma ou duas etapas administrativas. Este é um processo histórico, que tem seu próprio ritmo”, respondeu Kissinger.
“Há tantos elementos no mundo atualmente que só podem ser tratados em uma base global, e são comuns à todos” Kissinger continuou. Proliferação de armas nucleares, energia, meio ambiente, todos estes assuntos precisam de uma abordagem global, de modo que você não tem que inventar uma ordem internacional. Então, muitas nações terão que abrir mão de seus interesses nacionais em função das necessidades globais ou definir seus interesses em função dos interesses globais, mas a nação não pode impor seus interesses egoístas, considerando seu peso no mundo” ele afirma.
Kissinger também disse que está surpreso de como a idéia da nova ordem mundial está tomando forma com o agravamento da recente crise.
“A crise está atingindo a todos, e os interesses internacionais não podem ser conduzidos entre as fronteiras e limites políticos internacionais, por quem cruza estas fronteiras com força militar organizada” disse ele.
Isto tem sido reforçado pela crise financeira internacional, que de forma inesperada se espalhou sobre o mundo. Isto limita a idéia que cada país deva ter a sua própria política externa, assentada nos seus próprios interesses”
Kissinger alega que as grandes forças políticas internacionais tais como Índia, China, Russia, America e Europa, devam reconhecer que tem interesses comuns e trabalhar juntos para construir o que ele chamou de “era dos interesses compatíveis”.
“Não estou dizendo que os líderes possam perceber todas as oportunidades que estou alegando, mas acho que eles podem avançar nesta direção, e eu estou bastante esperançoso que estamos caminhando nesta direção” disse.
fonte: Prison Planet
