General Motors fará “todo o possível” para evitar falência
CHICAGO, EUA, 7 Nov 2008 (AFP) – A americana General Motors tomará “todas as medidas possíveis” para evitar a falência, afirmou nesta sexta-feira seu presidente executivo, Rick Wagoner, pouco depois de avisar que a companhia poderá ficar sem liquidez no primeiro semestre de 2009.
“Estamos convencidos de que as conseqüências de uma falência seriam terríveis. Por isso, tomaremos todas as medidas possíveis para evitá-la”, declarou Wagoner em uma videoconferência, depois do anúncio dos decepcionantes resultados trimestrais da empresa.
A perda líquida do número um americano do setor automobilístico totalizou 2,5 bilhões de dólares no trimestre encerrado em setembro. Excluindo o impacto favorável de um acordo concluído com o sindicato UAW, a perda fica em 4,2 bilhões de dólares, contra 1,6 milhão há um ano.
O volume de vendas cresceu abaixo das expectativas, a 37,9 bilhões de dólares, enquanto o mercado apostava em 39,14 bilhões de dólares.
MIRIAM LEITÃO
GM diz que possui o mínimo de liquidez para operar
O setor automobilístico tem sido um dos mais afetados pela crise financeira. A General Motors acaba de divulgar que está com o mínimo de liquidez para operar até o final do ano. Além disso, a empresa disse que teve um prejuízo de US$ 2,5 bilhões no terceiro trimestre deste ano, com queda de US$ 5,8 bilhões nas receitas na comparação com o mesmo período de 2007. Com a notícia, podemos ver dois impactos direta da crise: o congelamento do crédito e a redução do consumo.
Esse impacto é ruim porque a cadeia produtiva do setor é longa, e envolve, entre outras coisas, a produção de eletroeletrônicos, aço, vidro, plástico e borracha.
Pela manhã, a Ford já havia anunciado prejuízo de US$ 129 milhões no trimestre e que pretende cortar 10% dos gastos com pessoal na América do Norte. Aqui no Brasil, esta semana a empresa anunciou férias coletivas em três unidades. Volkswagen, Fiat e GM também já anunciaram férias coletivas.
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07/11/2008
GM anuncia rombo no caixa e pede ajuda do governo dos EUA
da Efe, em Washington
A General Motors (GM) anunciou nesta sexta-feira que teve uma baixa de US$ 6,9 bilhões em seu caixa diante da rápida “piora das condições do mercado nos Estados Unidos”. O ritmo de gasto do dinheiro do caixa da General Motors significa que a empresa conta com “o valor mínimo necessário para operar” até o final do ano.
Diante de tal situação, a empresa informou hoje, dia em que apresentou seus resultados no terceiro trimestre, que melhorar a posição de caixa continua sendo uma de suas principais prioridades para não quebrar. E destacou que a ajuda governamental é essencial devido ao enfraquecimento da economia e à crise de crédito.
“A volatilidade nos mercados financeiros mundiais, a redução do crédito para particulares e empresas e a mínima confiança dos consumidores criou uma situação muito difícil’, afirmou o presidente da GM, Rick Wagoner.
Ele anunciou que a GM tomará novas medidas para “melhorar a liquidez e reduzir os custos estruturais, em resposta à piora das condições econômicas mundiais”. A empresa informou que novas medidas melhorarão o caixa em US$ 5 bilhões.
Os resultados da companhia durante o terceiro trimestre refletem as fortes perdas na América do Norte e em menor medida na Europa. Segundo a empresa informou hoje, o prejuízo foi de US$ 2,5 bilhões durante o terceiro trimestre do ano diante da rápida “piora das condições do mercado nos Estados Unidos”.
Na América do Norte, a GM teve perda de US$ 2,3 bilhões no período em seu faturamento ajustado antes de impostos. Já na Europa, a empresa perdeu US$ 974 milhões em sua receita ajustada antes de impostos, após suas vendas terem caído 15%.
Apenas na América Latina, na África e no Oriente Médio a GM teve bons resultados. Nessa região, a empresa faturou US$ 514 milhões e aumentou em US$ 140 milhões os resultados do mesmo período de 2007.
Chrysler
A General Motors também informou ter encerrado suas negociações com a Chrysler e que não se fundirá com a terceira maior fabricante americana de automóveis.
“Recentemente, a GM explorou a possibilidade de uma aquisição estratégica que acreditava que geraria significantes reduções de custos e um fortalecimento substancial da posição financeira da GM a médio e longo prazo”, disse a empresa em comunicado.
“Embora a aquisição pudesse ter proporcionado potencialmente significantes recursos, a companhia concluiu que é mais importante neste momento se concentrar em suas dificuldades imediatas de liquidez”, acrescentou.
Bob Nardelli, executivo-chefe da Chrysler, se negou a “confirmar ou a revelar a natureza de suas reuniões privadas”. Nardelli disse, também em comunicado, que “a chave do sucesso da equipe de gestão continua sendo devolver à Chrysler a rentabilidade”.
Durante semanas se especulou que a Cerberus, que controla a Chrysler, mantinha conversas com GM para a venda da montadora.
A declaração de hoje da GM é a primeira informação oficial sobre as negociações,
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As três grandes de Detroit pedem ajuda ao governo dos EUA
08/11/2008

Business Week
Executivos da General Motors, Ford, Chrysler e o sindicato dos trabalhadores do setor automotivo, o United Auto Workers, foram ao Congresso dos EUA pedir uma ajuda federal de pelo menos US$ 25 bilhões.
As fabricantes afirmam que, sem a ajuda do governo, milhões de empregos podem ser cortados, e as companhias podem não sobreviver a 2009. A General Motors vem tentando convencer os líderes do Congresso a incluir as fabricantes no pacote de socorro financeiro do governo norte-americano, cujo valor é de US$ 700 bilhões.
A situação do setor automotivo norte-americano está se tornando muito complicada. Em outubro, as vendas da GM caíram 45%, em comparação com o mesmo período de 2007. As vendas da Ford e da Chrysler caíram 30% e 36%, respectivamente. Outubro foi o pior mês de vendas do setor desde 1983. Nesta sexta-feira, a GM anunciou um prejuízo de US$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre deste ano, acima do que era esperado.
fonte: Opinião e Notícia
Montadora sofre prejuízo e cortará salários
07/11/2008
Afetada pelas crises na indústria e no crédito, a Ford Motor teve um prejuízo operacional de US$ 2,98 bilhões, de acordo com dados divulgados pela empresa nesta sexta-feira.
A montadora informou que cortará despesas com folha de pagamentos em mais 10%. Os gastos com salarios já foram reduzidos em 15% este ano.
Durante o terceiro trimestre, mais de US$ 7 bilhões em caixa foram queimados pela unidade automotiva devido a cortes de produção e outros fatores. A Ford encerrou o período com um caixa de US$ 18,9 bilhões, incluindo títulos negociáveis.
fonte: Opinião e Notícia
