FMI alerta que 2009 vai ser o ano do desemprego
Fortunas encolhem, a recessão se instala e a crise global ameaça entrar em uma nova fase.
Em visita à região da China atingida por um terremoto este ano, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, advertiu: “a crise financeira virou crise econômica, e vem aí, em 2009, a crise do desemprego”. Ele teme que a onda de desemprego nos países ricos leve a medidas protecionistas que prejudicarão os países em desenvolvimento.
A ONU prevê que mais 20 milhões de pessoas em todo o mundo perderão o emprego em 2009, elevando o total mundial de desempregados para 210 milhões.
Nos Estados Unidos, que estão em recessão desde dezembro de 2007, a taxa oficial de desemprego subiu em novembro para 6,7%, ou seja, 10,3 milhões de trabalhadores. O número de pedidos de seguro-desemprego já é o mais alto dos últimos 26 anos.
Basta que uma das três montadoras de veículos americanas vá à falência para desempregar mais três milhões de americanos em 2009, prevêem os economistas. O presidente eleito Barack Obama promete criar ou manter 2,5 milhões de empregos nos próximos dois anos através de investimentos maciços do governo em infra-estrutura e tecnologia verde. Mas muitos economistas advertem que a taxa de desemprego americana poderá subir para 10% no final de 2009.
Em outra economia em recessão, a Alemanha, o governo anunciou que o número de desempregados deverá chegar a 3,6 milhões no ano que vem. O crescente desemprego está por trás dos recentes protestos em seis países da Europa.
fonte: Bom Dia Brasil
