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Loja do grupo alemão Metro está totalmente integrada com tecnologia RFID, PDAs, carrinhos e balanças inteligentes e máquinas que fazem o check out dos clientes

January 2nd 2009 in Microchip - Notícias

Supermercado do futuro já funciona na Alemanha

Loja do grupo alemão Metro está totalmente integrada com tecnologia RFID, PDAs, carrinhos e balanças inteligentes e máquinas que fazem o check out dos clientes

Por Bárbara Oliveira

Fotos: Divulgação

A future store do supermercado alemão Extra já utiliza a identificação de etiquetas por radiofreqüência e Personal Digital Assistants (PDAs) em carrinhos e gôndolas e os clientes fazem o checkout sem a ajuda de funcionários

Nos terminais é fácil ter informações da composição de produtos e até receitas

Atendimento rápido e eficiente garantem ao lojista mais rotatividade de clientes e produtividade à empresa. Nem sempre isso é possível, porque quase todas as operações do varejo tanto na retaguarda como na frente da loja ainda dependem da intervenção humana, com erros de manuseio, controle de gôndolas, reposição de estoques, transporte etc.

Aos poucos essa realidade está mudando. O varejo do futuro trará muito mais rapidez e comodidade ao cliente, individualização e personalização no atendimento e, para o lojista, uma redução de custos, uma maior rotatividade nos estoques, mais eficiência na relação com fornecedores e integração da logística com sistemas de gestão.

Alguns exemplos de como vai funcionar essa automação podem ser vistos parcialmente em alguns supermercados e empresas de grande porte mundo afora. Um dos casos mais conhecidos e onde a integração de sistemas chegou ao máximo, é o supermercado Extra, do grupo alemão Metro –um gigante do varejo, presente em 28 países.

Na pequena cidade de Rheinberg, no noroeste da Alemanha, foi aberta em 2003 a future store Extra, um conceito que utiliza a identificação de etiquetas por radiofreqüência (RFID) e Personal Digital Assistants (PDAs) integrados às mercadorias, carrinhos de compras, gôndolas, estoques e fornecedores. Cada etiqueta –e elas podem ter vários formatos, desde rótulos adesivos até pulseiras de plástico– dispõe de uma antena e um chip com uma seqüência de números que é transmitida para o computador via radiofreqüência. Tais chips podem identificar qualquer tipo de mercadoria –de balas a containers transportados por navios–, o que vai permitir o controle de todos os itens, desde a hora em que eles saem de seu lugar ou país de origem até a colocação nos carrinhos dos clientes.

Desde que abriu a loja de seu supermercado do futuro (www.future-store.org) há dois anos, o grupo Metro já identificou um aumento de 30% em sua base de clientes de Rheinberg. E uma prova de que os consumidores se acostumam rápido com as novidades é que 85% deles já utilizam as tecnologias oferecidas pelo Extra. Mesmo os clientes com idade acima de 60 anos não se intimidam na frente das balanças inteligentes que pesam e reconhecem o produto para o consumidor fazer o pagamento na saída.

No Extra alemão, todas as soluções de empresas como a IBM, Intel, SAP, Cisco, Microsoft, Oracle, Philips e Symbol foram integradas aos fornecedores Johnson & Johnson, Coca Cola, DHL, Gillete, Procter & Gamble, entre outros, num ambiente real.

Na loja, o cliente pega um carrinho com um display comandado por um Personal Shopping Assistant (PSA). Esse display, além de escanear as etiquetas dos produtos, também é capaz de fazer a leitura das informações do cartão inteligente do consumidor, muito útil nas futuras compras, pois ajuda a pessoa a encontrar o que costuma adquirir com freqüência e indicar onde as mercadorias se encontram. O mesmo cartão credita os pontos de fidelidade. O PSA do carrinho auxilia no subtotal das compras, pois todos os produtos com as etiquetas RFID já foram escaneados ao serem colocados ali dentro, o que agiliza bastante o check out.

Ao longo da loja, existem os terminais informativos de mercadorias, que trazem detalhes da fabricação, modos de preparo e até receitas. As etiquetas inteligentes permitem que os preços estejam sempre atualizados nas gôndolas, evitando discrepâncias de valores entre as prateleiras e as máquinas de saída. No caixa, o consumidor pode pagar nessas máquinas automáticas com seu cartão de crédito ou do banco, ou pedir ajuda para a atendente totalizar com apenas um comando no display do carrinho. Esses selfcheck outs já estão disponíveis em outras 40 lojas do grupo Metro e devem dobrar de número neste ano.

A tecnologia da loja do futuro permite a comunicação em tempo real por meio de radiofreqüência (RFID), agilizando a reposição das gôndolas e dando baixa nos estoques por meio dos PDAs que os funcionários carregam. Sim, os funcionários devem permanecer (talvez em menor número) como elementos importantes para auxiliar clientes e a retaguarda, mesmo num ambiente em que a automação comanda o processo. Com essa rotatividade no estoque, os fabricantes podem programar suas áreas de produção e reduzirem custos, além de aumentarem o controle de qualidade dos produtos, pois suas datas de validade serão monitoradas com mais regularidade.
” A loja do futuro é um claro exemplo de que a tecnologia é o fio condutor entre o fabricante, o varejo e o consumidor”, observa o Peter Zencke, membro do board executivo da SAP.

Wal-Mart – A rede varejista norte-americana Wal-Mart também está testando as etiquetas de identificação RFID desde 2004 em uma loja do Texas. A empresa tinha uma meta de chegar, em janeiro deste ano, a 100 fornecedores utilizando as etiquetas nas mercadorias. Mas essa meta fracassou, e a Wal-Mart teve de adiar o projeto de integração.

Os fornecedores alegam que a padronização da tecnologia para o número de identificação ainda não foi concluída, que as etiquetas ainda são muito caras (US$ 0,25 a US$ 0,75) e equipamentos ainda estão em fase de desenvolvimento. Todos esses fatores atrasaram o projeto. O resultado é que uma pequena parcela (cerca de 15%) dos fornecedores integrou a tecnologia em parte de suas embalagens e em caixas que ficam em depósitos, embora a Wal-Mart espere que eles adotem as etiquetas em 65% dos produtos ainda neste ano.

A previsão dos consultores e de empresas integradoras envolvidas no processo é de que a adoção em massa dessa nova tecnologia se dará num prazo máximo de 8 a 10 anos. De qualquer maneira, deve levar menos tempo do que os quase 20 anos que código de barras exigiu para se consolidar e se tornar tão popular.

fonte: www.dcomercio.com.br


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