Category: Crise Econômica Mundial – Notícias

17/11/08

SÃO PAULO – Um operador da corretora Itaú deu um tiro no próprio peito durante o pregão desta segunda-feira (17) no espaço do pregão viva-voz da BM&F, informou a assessoria de imprensa da BM&F Bovespa, por meio de nota.

“A BM&FBOVESPA informa que o operador de pregão da Corretora Itaú, Paulo Sérgio Silva, 36 anos, tentou suicídio hoje, pouco após às 15h30, disparando, contra si, um tiro na região toráxica”, mostra o comunicado.

O funcionário foi atendido no ambulatório da Bolsa e transferido para a Santa Casa de São Paulo. A Itaú Corretora ainda não se pronunciou. Segundo corretoras contatadas, o pregão viva-voz chegou a ser interrompido por alguns instantes.

A BM&F Bovespa diz que o pregão eletrônico e o viva-voz seguem normalmente.

fonte:  InfoMoney

 

21 Nov, 2008

Dois prêmios Nobel de Economia, Daniel McFaden e Michael Spence, manifestaram ontem pessimismo sobre a capacidade de recuperação da economia americana e global, indicando que as conseqüências da atual crise podem perdurar por uma década. Os economistas participaram do primeiro dia do congresso da sessão latino-americana da Sociedade Econométrica Internacional e da Associação Econômica Latino-americana e Caribenha, no Instituto de Matemática, no Rio. O encontro é organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para McFaden, os EUA podem, na pior das hipóteses, crescer regularmente abaixo da média histórica por até dez anos, com níveis altos de desemprego. Ele notou que não há sinais de que possam voltar a funcionar tão cedo os motores do crescimento, o investimento e o consumo. Já Spence acha possível que EUA e Europa encarem de dois a três anos de recessão. Ele disse que o processo de desalavancagem (redução de dívidas) é demorado. Em relação ao mundo emergente, afirmou que a desaceleração são favas contadas, mas ainda há dúvidas se haverá recessão. Frisou que, para um país de rápido crescimento, como a Índia, cair de um ritmo de 9% para 4% dará a sensação de recessão.

McFaden demonstrou mais otimismo em relação aos países em desenvolvimento, especialmente os Brics (Brasil,  Rússia, Índia e China). Para ele, essas nações vão liderar a retomada da economia global. “Os países em desenvolvimento têm apresentado taxa de expansão maior que o resto do mundo e podem continuar apresentando crescimento mesmo durante a fase de recessão internacional”, disse. Apesar do pessimismo, Spence e McFaden têm esperança de que as medidas de estímulo monetário e fiscal dos EUA e outros países ricos dêem certo e abreviem o período difícil da economia global. Para McFaden, o governo americano deve intervir “maciça e decisivamente”, capitalizando instituições financeiras, facilitando o crédito e baixando impostos. Spence defendeu que o governo dos EUA conceda hipotecas subsidiadas diretamente para os mutuários em dificuldades. Eles poderiam trocar os contratos que não conseguem honrar pelas novas hipotecas com condições facilitadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte:  Yahoo

 

16/11/08

DETROIT, EUA (Reuters) – Falências na indústria automotiva dos Estados Unidos teriam um impacto “devastador” na economia do país, muito maior do que a ajuda financeira que as montadoras estão pedindo, afirmou neste domingo Rick Wagoner, presidente-executivo da General Motors. “Esse é um problema de toda a indústria automotiva, se ficarmos sob forte pressão, o impacto na economia dos Estados Unidos seria devastador”, disse Wagoner num programa de televisão em Detroit.

Wagoner, os presidentes-executivos da Ford, da Chrysler e o presidente do sindicato dos trabalhadores da indústria automotiva, Ron Gettelfinger, devem falar no Congresso dos EUA nesta semana em apoio à ajuda para o setor.

Os democratas têm defendido empréstimos de 25 bilhões de dólares para as montadoras sediadas em Detroit. As empresas argumentam que precisam de liquidez para sobreviver, já que as vendas caíram para o menor nível em 25 anos.

Contudo, o pacote sofre a oposição de parlamentares republicanos, que questionam se as montadoras são viáveis, mesmo com a ajuda.

Para Rick Wagoner, as necessidades financeiras da GM são resultado direto da crise em Wall Street. Segundo ele, o apoio ao setor não deve ser visto como “federalizar o setor”.

“O sistema financeiro não está conseguindo fornecer os créditos necessários para pequenos negócios, grandes negócios, qualquer negócio que opera no dia-a-dia”, afirmou o executivo.

Segundo ele, o caminho das falência não vai ser simples. “A maioria das pessoas vai parar de comprar carros de uma empresa em falência”, disse Wagoner.
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O bilionário Wilbur Ross diz que a falência da GM pode devastar a economia

Wilbur Ross, que fez bilhões comprando empresas siderúrgicas e têxteis, disse que a falência da General Motors Corp ou outras montadoras pode devastar a economia.

“Recorrer ao tribunal para se reorganizar seria um ambiente muito hostil para qualquer um desses caras, seria uma bagunça total.”

Suas opiniões são contrárias a de outros investidores, como o gerente de fundos de hedge William Ackman e outros executivos, incluindo Jack Welch, o ex-CEO da General Electric Co., que afirmaram as montadoras poderiam resolver seus problemas através da reestruturação da falência judicial.

Afirmou Ross:

“Falhas nas montadoras e em empresas relacionadas levaria uma fonte de gastos governamentais, subsídios para o desemprego, pensões , seguro e de cobranças”

A GM, a Ford e a Chrysler solicitaram $25 bilhões em empréstimos para sustentar suas operações enquanto dura o pior clima no mercado automotivo dos últimos 17 anos.

O governo Bush se opõem prosseguir com os $700 Bilhões em ajuda financeira para as montadoras.

“Não faz sentido que eles deixem a General Electric e a American Express se tornarem bancos, pois eles não vão salvar a industria de automóveis”

Leia em inglês o artigo completo aqui.

Fonte: Bloomberg